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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Boa sorte e muito obrigado!

O Alê anda muito inspirado estes dias. Ele tem um bom humor fantástico e sempre contribui com suas opiniões com o nosso blog. Vejam mais este aqui, que ele nos presenteou:


O grande dia está chegando, com ele a ansiedade, a culpa (sempre acho que poderia ter treinado mais...), a correria dos últimos preparativos, a logística pra poder se ausentar por uma semana, a busca por inspiração e a força mental para superarmos as dificuldades, muitas delas imprevisíveis, por se tratar de um desafio inédito.

Com a energia do sol e a força da água vamos em frente, rio abaixo!
Esse projeto nasceu de uma ideia, cresceu e evoluiu para um projeto, se transformando hoje em um sonho que estamos prestes a realizar.
Teremos talvez os dias mais difíceis de nossas vidas (sol, chuva, redemoinhos, pedras, fome, dor, medo, etc...). Em alguns momentos tenho quase a certeza de que vamos nos perguntar: “O que estamos fazendo aqui?” Mas isso tudo é passageiro, o que vai ficar para a vida toda é o que realmente importa: as amizades, os email trocados por toda a equipe (tem passagens hilárias, principalmente nos embates Edmundo/Percival), a linguagem poética escolhida pela Eliana pra nos motivar, e toda a emoção em que fomos envolvidos nesses meses de preparação. Hoje foi um dia especialmente marcante, pois meus alunos de hidroginástica se reuniram para fazer uma oração antes da aula e desejarem sorte pra todos nós.

Lamento pelo meu parceiro Celinho Tubarão não poder ter nos acompanhado. Esse sonho foi dele também, mas a paternidade recente fez com que seguisse momentaneamente por um “afluente”, mas que com certeza, num futuro bem próximo ele volta pro “nosso” rio.

São Francisco me remete a Ouro Preto. Foram quase 10 anos admirando do adro de suas Igrejas, a de Paula e a de Assis, de onde temos uma das mais belas paisagens da cidade, e se tratando de lá, não é pouca coisa não! Por obra do destino, estive lá essa semana, e busquei força e inspiração. Tenho certeza de que voltei mais forte e preparado.

Somos uma equipe, composta pelo metódico Percival, do empolgadíssimo Edmundo, da peça raríssima do Fábio, enfim, o único normal sou eu! Mas nossa equipe não para por aí, temos o Niltão, a Eliana, o Eugênio, a “Lua”, o Carlinhos e todos aqueles que toleraram nossa rotina nesses últimos meses. (alguns não podem ser mencionados sob o risco de ser degolado pelo Foschini - rsrsrs)
A vitória já é de todos nós! Só tenho a agradecer a oportunidade de fazer parte desse projeto tão bonito e significativo.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Transformações

Um evento como esta Travessia pode transformar a vida de uma pessoa - muito positivamente, em minha opinião. Mas, ao longo destes anos que Deus me permitiu viver, percebi que este valor não vem automaticamente. É preciso ter a atitude correta.
Se eu tivesse que escolher um companheiro de Travessias entre um nadador experiente e sem motivação para treinar e um nadador inexperiente e com muito tesão pelo que faz, eu não titubearia em escolher este último. Por que ele sabe dar o valor necessário à oportunidade, está disposto a se superar, a trabalhar duro e vai se comprometer com a causa. Para o primeiro, não existe garantia nenhuma de compromisso - esta pode ser apenas mais uma travessia (propositalmente com "t" minúsculo) ou mera diversão.
Sinto grande vontade de vencer nas figuras do Alessandro e do Fabio. Sobre o Foschini, nem preciso comentar - na sabedoria de seus 62 (quase 63) anos de idade, ele já nadou muito e, o mais importante, apresenta-se como o MENTOR deste projeto. Em suas palavras, pode-se perceber um grau de descontração e tranquilidade que lhe permitem afirmar o que dá certo e o que não dá certo em travessias ao ar livre. Quisera eu chegar a essa idade com essa motivação toda! Ou melhor, quisera eu chegar a essa idade! (Apesar que eu já falei pra ele que não chego não - o que é bom dura pouco! Rsrsrsrsrsrs.)
O momento está chegando de provar do que cada um de nós é capaz. Eu já tive experiências em que fui com muita sede ao pote e, literalmente, "quebrei a cara". Aprendi as verdadeiras lições do esporte, onde tanto a vitória quanto a derrota são experiências que fazem parte da escola da vida. Arrisco dizer que se aprende mais na derrota do que na vitória, contanto que se tenha lutado até o final pela vitória e se tenha a humildade de reconhecer seus erros.
O lado bom do esporte é esse mesmo: ele está aí para nos ensinar A TODOS. Aprende quem tem sensibilidade - não apenas os profissionais de Educação Física ou os atletas de elite.

domingo, 25 de setembro de 2011

O Rio de Janeiro continua lindo

Mais um treino conjunto da dupla dinâmica Alessandro-Fábio, desta vez no Rio de Janeiro. (Não me perguntem quem é o Batman e quem é o Robin, OK?). Vejamos abaixo o que o Alê nos conta:

A cidade do rock foi palco do nosso treino. Nunca vi uma concentração tão grande de cabeludos e tatuados por metro quadrado. Enquanto jovens do Brasil inteiro chegavam para o maior Festival de Música do Mundo, eu chegava para me preparar para um dos maiores desafios aquáticos do mundo!
Encontrei com o Fábio e sua bolsa repleta de “guloseimas” às 8:45 (com apenas 45 minutos de atraso...). As notícias não eram animadoras. Segundo meu parceiro, os camaradas dos pranchões que iriam dar apoio durante nosso treino desistiram. O motivo: segundo as previsões, um ciclone extratropical estava a caminho da cidade maravilhosa o que provocaria ondas de até dois metros e meio. Enfim, teríamos que nos virar sozinhos mesmo. Nada que afligisse o Fábio, que logo tratou de arrumar uma cordinha na qual  amarrou duas garrafinhas contendo malto, fora o gel e a bananada. Ficou hilário, na hora que ele nadava, aquilo parecia uma cauda (pra não dizer rabo).
Entramos na água – muito gelada, por sinal – e nadamos até o Leme onde o mar estava realmente bem mexido, retornando a seguir para Copacabana. Resolvemos cancelar o treino da tarde, pois temíamos que o tal “ciclone do Fábio” realmente chegasse. Fizemos o segundo treino na parte da manhã mesmo – após um intervalo de 30 minutos, nadamos mais um tanto.
Não cumprimos a distância desejada, mas o treino foi importante para mantermos o foco direcionado para o grande dia que está chegando.
O desdobramento da travessia ainda é uma incógnita – talvez seja este nosso maior desafio: enfrentar o desconhecido. Mas estamos todos muito confiantes, esperando não tão pacientemente, para iniciarmos esse grande desafio que, com certeza, vai mudar nossas vidas de forma positiva. Ninguém  passa “imune” por uma experiência dessas!
Valeu!

Não tem almoço de graça

Se existe uma coisa que intriga o ser humano é enfentar o desconhecido. Esta maratona aquática se enquadra perfeitamente nesta categoria: ela é uma incógnita muito grande.
Para uma pessoa bem quadradinha como o engenheiro que sou, é importante esquadrinhar cada passo, cada movimento, cada preparação, cada estratégia para evitar o desconhecido. A regra de ouro é: "não pode haver surpresas", máxima que aprendi a respeitar como sinal de sobrevivência e longevidade no meio empresarial. Com isso, espero estarmos mais próximos de atingir os objetivos do grupo.
O fato de uma travessia assim nunca ter sido feita antes nos deixa, no mínimo, curiosos sobre seus resultados. Um dia de reconhecimento do Rio São Francisco próximo à cidade de Piranhas já nos deixou recordações marcantes para toda uma vida. O que, então, poderá acontecer de mais marcante nos quatro dias de nosso projeto? Quais as surpresas que nos aguardam? Quais as alegrias? Quais os enroscos, as dificuldades? A única certeza que tenho é que encontraremos de tudo um pouco.
Do lado técnico, arriscamos várias hipóteses. Sabemos de elementos que provavelmente não sairão como planejados, por estarem fora de nosso alcance, mas já planejamos meios alternativos, onde eles são possíveis.
Do lado humano, prevemos um período de crescimento do grupo e de forte alinhamento dos cinco elementos - os quatro nadadores e nosso recém-entrado barqueiro - além da intensa relação com as populações locais, que compartilharão suas experiências conosco, marcando de forma indelével nossas almas. Nossas personalidades sairão amadurecidas e enriquecidas.
A cada treino que faço, saio mais convencido de que vai dar certo.
Parafraseando os mais otimistas que comentam que "vai ser fácil" - a eles, eu afirmo com muita segurança que NÃO. Se os dias da Maratona forem vencidos com facilidade, isto só reforça o fato de que os longos meses de treinamento ANTES da prova não foram nada fáceis. Logo, o "fácil durante" não implica no "fácil antes" - a relação oposta é a mais verdadeira.
A vida me ensinou que não tem almoço de graça. Pensar diferente disso numa travessia desse porte é tornar-se um franco-atirador. E no hall dos vencedores não há muito espaço para franco-atiradores.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Recebemos uma homenagem

Nosso grupo foi homenageado com um lindo filme e uma bela canção de fundo, por uma colega que conheci nos meios virtuais. Seu nome é Eliana Bando.
A Eliana foi quem me achou via email, após ter comprado e lido o meu livro sobre o Canal da Mancha (indicado a seguir para quem ainda não o conhece).


Por email, trocamos algumas ideias sobre minha Travessia. Ela sempre se mostrou uma pessoa de grande sensibilidade pois conseguia extrair do livro mensagens de valor - aquelas frases que o autor se recorda com facilidade por que foram vividas com grande intensidade.
De lá pra cá, acabamos por nos encontrar virtualmente no facebook - foi quando eu lhe apresentei o nosso projeto e iniciei este blog. Tanto a Eliana quanto seu marido Elton contribuíram bastante para que este blog tenha o formato hoje proposto. Eles já me resolveram milhões de dúvidas técnicas - tanto que, ao escrever para eles, eu já tomo a liberdade de chamá-los de "Help Desk".
Qual não foi nossa surpresa quando percebemos que ela produziu e publicou o seguinte filme, como uma homenagem ao nosso grupo e à nossa iniciativa! Ficamos extremamente lisonjeados com sua atitude e já a incluímos como nadadora virtual do grupo.


O Foschini a chamou de "A voz de Londres", numa alusão ao programa da Segunda Guerra Mundial, que propagava mensagens de incentivo aos combatentes pelas ondas de rádio. Aí eu já não sei opinar - não é do meu tempo - hahahahaha!
Na semana que vem, quando formos visitar o "Museu Foschini", prometo trazer mais informações.